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24 de abril de 2015 - 25 anos do lançamento do Hubble

Mensagempor Marco.sertaozinho » Sex, 24/04/2015, 06:48h

No dia 24 de abril de 1990, era lançado ao espaço pelo ônibus espacial Discovery, na missão STS-31, o Telescópio Espacial Hubble ou Hubble Space Telescope (HST).

Em 8 de abril de 1966 a NASA lançou o primeiro Observatório Astronômico Orbital (OAO), cujas baterias apresentariam falhas após três dias do lançamento, terminando a missão. Dois anos mais tarde, o OAO-2, foi lançado com êxito. O projeto sucessor permitiu fazer observações em ultravioleta das estrelas e galáxias desde o seu lançamento em 1968 até 1972, prazo muito além do tempo de vida planejado de apenas um ano.
Apesar da perca de metade dos OAO nos lançamentos, a comunidade astronômica viu os benefícios de observações espaciais, o que levou à instigação do Telescópio Espacial Hubble.

Em 1968, a NASA iniciou a elaboração de planos para um telescópio espacial com um espelho de 3m de diâmetro, conhecido provisoriamente como Large Orbiting Telescope ou Large Space Telescope (LST), com lançamento previsto para 1979.
Os planos enfatizavam a necessidade de missões tripuladas para a manutenção do telescópio espacial, de forma a justificar um investimento tão caro. Os ônibus espaciais estavam sendo construídos e isto seria um fator relevante.
Em 1970 a NASA estabeleceu dois comitês, um para planejar os aspectos de engenharia do projeto, e o outro para estabelecer metas científicas para a missão. Uma vez estabelecidos esses comitês, o desafio seguinte da NASA seria obter financiamento para a construção deste instrumento que seria, de longe, muito mais caro que qualquer outro telescópio terrestre.
Em 1974, cortes no setor público instigados pelo presidente Gerald Ford forçariam o congresso americano a cortar todo o financiamento para o projeto, em resposta ao sucedido, surgiu um esforço de pressão internacional, coordenado pela comunidade astronômica. Muitos se encontraram pessoalmente com congressistas e senadores, pressionando para a construção do telescópio espacial.
As dificuldades em obter o financiamento levaram à redução da escala do projeto, passando o diâmetro do espelho de 3m para 2,4m, reduzindo os custos. O Hubble passaria a ter o tamanho de 13,2m de comprimento por 4.2m de diâmetro, o tamanho aproximado de um ônibus escolar.
As preocupações com o orçamento despertaram a colaboração da Agência Espacial Europeia (ESA). A ESA concordou em fornecer alguns dos instrumentos para o telescópio, bem como as células solares que iriam fornecer-lhe energia, financiando também 15% dos custos, em troca da garantia de 15% do tempo de observação para astrónomos europeus.
Todos os sistemas críticos do telescópio foram projetados em forma de módulo, para que pudessem ser separados, substituídos ou atualizados quando o Hubble estivesse em órbita.
O Congresso aprovaria um financiamento de 36 milhões de dólares em 1978. O desenho do LST iniciou-se de imediato, agendando o lançamento para 1983 e aproveitando para coletar dados da passagem do famoso cometa Halley em 1986. Durante a década de 1980 o Large Orbiting Telescope ou Large Space Telescope (LST) foi re batizado de Hubble Space Telescope (HST). o telescópio Hubble leva o nome do astrônomo americano Edwin Powell Hubble que foi o primeiro a conseguir provar que as até então chamadas nebulosas eram na verdade (em sua maioria), galáxias independentes, assim como a nossa Via Láctea. Foi ele, também, o primeiro a notar que as galáxias estão se afastando, dando subsídios para a teoria do Big-Bang.
O Telescópio Espacial Hubble é um telescópio de reflexão, do tipo Cassegrain é uma combinação de um primário espelho côncavo e um espelho secundário convexo.
Telescópios ópticos normalmente têm espelhos polidos para uma precisão de cerca de um décimo do comprimento de onda da luz visível , mas o telescópio espacial Hubble foi projetado para ser utilizado em observações através do ultravioleta (comprimentos de onda mais curtos) e foi especificado para ter difração limitada, tirando o máximo de vantagem no ambiente espacial. Portanto seu espelho precisava ser polido com uma precisão de 10 nanômetros , ou cerca de 1/65 do comprimento de onda da luz vermelha.
A construção do espelho de 2,4m de diâmetro foi iniciada pela empresa Perkin-Elmer em 1979, mas a tecnologia de ponta entrou em dificuldades e a NASA exigiu que a empresa fizesse um espelho reserva, com as técnicas de polimento de espelho tradicionais. As empresas Kodak e a Itek foram contratadas e construíram os espelhos reservas. Atualmente o espelho da Kodak está em exposição permanente no National Air and Space Museum, e o espelho da Itek, construído como parte do esforço está sendo utilizado no Magdalena Ridge Observatory.
A competência da empresa Perkin-Elmer num projeto desta importância, gerava muitas dúvidas, o orçamento e agenda de conclusão do espelho só continuavam a aumentar.
Em resposta a esta agenda, descrita como "não delineada e diariamente alterada", a NASA adiou o lançamento do telescópio para abril de 1985. A empresa não cumpria os prazos e a NASA foi forçada a reagendar o lançamento para 1 de março de 1986. A esta altura, o custo total do projeto tinha atingido 1,175 bilhões de dólares.
Infelizmente em 28 de janeiro de 1986, o ônibus espacial Challenger explodiu no lançamento, paralisando o programa espacial estadunidense.
Além disso, o software necessário para controlar o Hubble em terra não ficou pronto em 1986.
A construção nave espacial em que o telescópio e os instrumentos estariam alojados foi outro grande desafio de engenharia. O Telescópio Espacial Hubble (HST) teria que suportar passagens frequentes de luz direta do Sol para a escuridão da sombra da Terra, o que causa grandes mudanças de temperatura, mas a temperatura deveria ser estável o suficiente para o apontamento extremamente preciso do telescópio.
Após a retomada dos voos dos ônibus espaciais em 1988, o lançamento do telescópio foi reagendado para 1990.

Finalmente no dia 24 de abril de 1990, o ônibus espacial Discovery, na missão STS-31, levou o Telescópio Espacial Hubble ou Hubble Space Telescope (HST) para o espaço. A reentrada da Discovery de sua órbita mais elevada que o padrão exigiu uma queima para saída de órbita com duração de 4 minutos e 58 segundos, a mais longa na história dos ônibus espacial. A aterrissagem aconteceu no dia 29 de abril de 1990.
O Goddard Space Flight Center, de Greenbelt, localizado em Maryland, encarregou-se de construir os instrumentos científicos do Hubble e, depois do lançamento, tornou-se o centro de controle terrestre do telescópio; próximo a Baltimore criou-se o Space Telescope Science Institute.
O Hubble foi projetado para observar objetos celestes nas faixas ultravioleta, infravermelho e na luz visível e foi uma parceria entre a NASA e a ESA.
Quando foi lançado ao espaço, a 570 km de altitude da Terra, no dia 26 de abril de 1990 às 19:38 UT, o Hubble estava equipado com cinco instrumentos científicos: Wide Field and Planetary Camera (WFC/PC), Goddard High Resolution Spectrograph (GHRS), High Speed Photometer (HSP), Faint Object Camera (FOC) and the Faint Object Spectrograph (FOS).
O WFC/PC era um dispositivo de imagem de alta resolução destinado principalmente para observações ópticas. O instrumento continha oito CCDs divididos entre duas câmeras, cada uma com quatro CCDs. Cada CCD tem uma resolução de 0.64 megapixels.
A "câmera de campo largo" (WFC) abrangeu um grande campo angular em detrimento da resolução, enquanto a "câmera planetária" (PC) tomou imagens a uma mais eficaz distância focal de os chips WF, dão uma maior ampliação.
O GHRS era um espectrógrafo concebido para operar no ultravioleta.
Os dispositivos FOC e FOS foram otimizados para as observações ultravioletas, com altíssima resolução espacial de quaisquer instrumentos de Hubble. Em vez de CCDs estes três instrumentos utilizavam outras tecnologias nos seus detectores.
A FOC foi construído pela ESA, enquanto a Universidade da Califórnia, San Diego , e Martin Marietta Corporação construiu os FOS.
Todas as imagens de Hubble são monocromáticas, mas cada câmara incorpora uma ampla variedade de filtros que podem ser usados. As imagens coloridas são criados pela combinação de imagens monocromáticas separadas tomadas através de filtros diferentes. Esse processo também pode criar versões de cores falsas de imagens, incluindo canais de infravermelho e ultravioleta, infravermelho, onde normalmente é processado como um vermelho escuro e ultravioleta é processado como um azul profundo.
O sistema de orientação de CAV pode também ser utilizado como um instrumento científico. Os três sensores Fine Guidance Sensors, sensor de orientação fina (FGS) são utilizadas principalmente para manter o telescópio Hubble apontando com precisão durante a observação, mas também pode ser utilizado para realizar medições precisas de astrometria, alcançando 0.0003 segundos de arco.
A energia necessária para o seu funcionamento é coletada por 2 painéis solares de 2,4 x 12,1 metros cada. A sua massa é de 11.110 kg, o espelho principal tem massa de 828 kg e o secundário tem massa de 12.3 kg.

O telescópio Hubble teve seus contratempos na primeira infância.
A primeira imagem do Hubble não foi nada espetacular, registrada no dia 20 de Maio de 1990, ou seja, menos de um mês depois do Hubble ter sido colocado em órbita.
A região observada está centrada na estrela HD96755 de magnitude 8.2 no aglomerado aberto de estrelas NGC 3532, na constelação de Carina.
A imagem do telescópio espacial com 30 segundos de exposição foi comparada com uma imagem feita da Terra, pelo Observatório de Las Campanas no Chile. Subseções do mesmo tamanho de imagens feitas pelo Hubble e pelo telescópio no Chile foram escolhidas para destacar as diferenças em resolução.
A primeira imagem do Hubble feita com a Wide Field/Planetary Camera decepcionou a comunidade científica ao descobrir que algo estava errado no telescópio, apesar da melhoria de imagem em relação com as observações em Terra. Com as imagens obtidas, ficou evidente que havia um sério problema com o sistema óptico.
A análise das imagens borradas mostrou que a causa do problema era o espelho principal que foi construído com uma forma errada. Apesar de ter sido provavelmente o espelho mais precisamente construído de todos os tempos, com variações de apenas 10 nanômetros a partir da curva prevista, era plano em demasia nas bordas em cerca de 2.200 nanômetros (2,2 mícrons). Esta diferença foi catastrófica, produzindo uma aberração esférica grave.
Apesar de fotografar com alguma melhoria, e começar a registrar eventos celestes históricos, como a Supernova de 1987, com nitidez e clareza sem precedentes, a NASA e o telescópio passaram a ser alvo de muitas piadas, e o projeto foi considerado popularmente um elefante branco. O telescópio Hubble foi comparado ao Titanic, ao Hindenburg e ao automóvel Ford Edsel.
Durante os primeiros três anos da missão Hubble, mesmo antes das correções ópticas posteriores, o telescópio espacial conseguiu realizar um grande número de observações produtivas. O erro foi bem caracterizado e era estável, permitindo aos astrônomos otimizar os resultados obtidos através de técnicas compensatórias sofisticadas de processamento de imagem.
Para se corrigir o problema da aberração esférica foi estabelecido o sistema Corrective Optics Space Telescope Axial Replacement (COSTAR), constituído por dois espelhos de compensação da falha. O Hubble teria que usar “óculos”, mas para ajustar o sistema COSTAR no telescópio, um dos outros instrumentos teve de ser removido, e os astrônomos selecionaram o High Speed Photometer para ser sacrificado.

A primeira missão de manutenção de manutenção do Hubble assumiu uma importância muito maior, e os astronautas teriam que realizar um extenso trabalho no telescópio para instalar a ótica corretiva. Os sete astronautas foram treinados intensivamente, em 2 de dezembro de 1993, o ônibus espacial Endeavour, foi lançado para a missão STS-61.
A especialista de missão, a astronauta suíça Claude Nicollier utilizou o braço robótico da Endeavour para acoplar o telescópio no ônibus espacial Endeavour no segundo dia de voo.
A missão STS-61 foi uma das mais sofisticadas da história do programa de ônibus espaciais. Ela durou aproximadamente 11 dias, e quatro dos sete membros do grupo realizaram cinco atividades extra-veiculares (EVA), com o tempo de 6 a 7 horas no espaço, marcando um recorde com o tempo total.
As duas equipes de astronautas completaram o primeiro serviço (A NASA nunca usou o termo "reparação") do Telescópio Espacial Hubble
O Hubble foi re-impulsionado para uma órbita ligeiramente mais elevada de 321 milhas náuticas (595 quilômetros), para compensar o decaimento orbital de 3 anos de arrasto pela atmosfera superior.
No dia 31 de dezembro de 1993, a galáxia espiral M100 foi fotografada pela nova câmera instalada, a Wide Field and Planetary Camera 2 (WFPC2), especialmente redesenhada para compensar o erro na curvatura do espelho.
Além disso, os painéis solares e sua unidade de eletrônicos foram substituídos, bem como os quatro giroscópios utilizados no sistema de direcionamento do telescópio, duas unidades de controle elétrico e outros componentes elétricos, e dois magnetômetros. Os computadores de bordo foram atualizados.
A partir de então, o Hubble passou a operar em sua plenitude.
Em 13 de janeiro de 1994 a NASA declarou que a missão fora um sucesso e mostrou a primeira imagem obtida com a correção do sistema óptico. A foto da galáxia espiral M100 surpreendeu o mundo em comparação com a antiga imagem borrada.
Em maio de 1994, O Hubble começou a observar o cometa Shoemaker-Levy 9 que iria colidir em Júpiter. O cometa colidiu com Júpiter em julho de 1994, foi a maior colisão planetária já registrada. Esse é considerado um dos feitos mais importantes da história da astronomia. Mas a descoberta mais importante possibilitada pela super lente do telescópio foi a comprovação que o universo está se expandindo mais rápido do que se imaginava.
No ano seguinte, o Hubble registra uma de suas mais famosas fotos, a foto que ganhou o nome de “Pilares da Criação” mostra colunas gigantescas de gás e poeira interestelares a 6.500 anos-luz da Terra, na Nebulosa da Águia (M 16).
Em 1996, o telescópio Hubble conseguiu a imagem mais detalhada e profunda do Universo. Representando uma visão estreita que se estende até o horizonte visível do Universo, a imagem do Hubble Deep Field contém pelo menos 1.500 galáxias em vários estágios de evolução.

A Missão de Serviço 2, foi conduzida pelo ônibus espacial Discovery na missão STS-82 em fevereiro de 1997.
Os dados recolhidos pelo Hubble são inicialmente armazenados na nave. Na data do seu lançamento, o equipamento de armazenamento consistia em velhos gravadores de tape, sendo substituídos por dispositivos não-mecânicos durante as missões de assistência 2 e 3A.
Graças as novas imagens, de uma nitidez muito maior do que as obtidas pelos mais poderosos telescópios terrestres, os astrofísicos foram capazes de confirmar, em 1998, que a expansão do universo está se acelerando. Esta descoberta valeu o Prêmio Nobel de Física em 2011 a dois norte-americanos. Esta aceleração é resultado de uma misteriosa força chamada energia obscura, que constituiria cerca de 70% do Universo.
O restante do cosmos é composto por 5% de matéria visível e 27% de matéria escura invisível, cuja presença se manifesta por seus efeitos gravitacionais sobre corpos celestes.

A Missão de Serviço 3A foi conduzida pela Discovery na missão STS-103, em dezembro de 1999, e foi uma adaptação da Missão de Serviço 3 depois que três dos seis giroscópios a bordo falharam. O quarto giroscópio falhou poucas semanas antes da missão, tornando o telescópio incapaz de realizar observações científicas. A missão substituiu todos os seis giroscópios, um Fine Guidance Sensor (FGS) e o computador, os astronautas também instalaram um kit de melhoramento de tensão/temperatura (VIK) para impedir que a bateria sobreaquecesse, e substituiu os cobertores de isolamento térmico. Embora o novo computador não fosse propriamente uma potência (processador Intel 486 de 25 MHz com dois megabytes de RAM), ainda era 20 vezes mais rápido e tinha seis vezes mais memória que o DF-224 substituído. O novo computador aumentou o rendimento transferindo algumas tarefas de computação feitas no solo para a nave espacial, e economizou dinheiro permitindo o uso de linguagens de programação modernas.
Após a bem sucedida missão de manutenção, o Telescópio Espacial Hubble registrou a belíssima imagem da nebulosa planetária do Esquimó (NGC 2392).

A Missão de Serviço 3B foi realizada pelo ônibus espacial Columbia na missão STS-109, em março de 2002, os astronautas realizaram cinco caminhadas espaciais e instalaram um novo instrumento, com o Faint Object Camera (FOC), o último instrumento original ótico do Hubble, sendo substituída pela Advanced Camera for Surveys (ACS). Isso significava que o “óculos” COSTAR já não era necessário, uma vez que todos os instrumentos novos foram construídos para compensarem a aberração do espelho principal.
A missão também viu o renascimento do NICMOS, que tinha perdido a refrigeração em 1999. Um novo sistema de refrigeração foi instalado, que reduziu a temperatura do instrumento o suficiente para que pudesse ser útil novamente. Embora não tão fria quanto o seu projeto original previa, a temperatura se tornou mais estável, o que em muitos aspectos representou uma vantagem.
A missão substituiu os painéis solares do Hubble pela segunda vez. os novos painéis solares era menor do que os antigos, resultando em menos arrasto contra a ténue atmosfera superior e fornecendo 30% a mais de energia e reduzido o problema de vibração por causa do tamanho. A energia adicional permitiu que todos os instrumentos a bordo do Hubble pudessem ser executados simultaneamente.
A Power Distribution Unit foi também substituída, a fim de corrigir um problema com relés, este procedimento exigiu o desligamento completo de energia pela primeira vez desde que o telescópio fora lançado, depois de doze anos.
A missão também foi o penúltimo voo do Columbia; na sua próxima missão, a STS-107, o ônibus espacial se desintegrou durante a reentrada.
No dia 24 de fevereiro de 2009, o Hubble tirou uma foto de quatro luas de Saturno passando na frente do Senhor dos Anéis. A segunda maior lua do sistema solar, Titã lança uma grande sombra sobre a calota polar norte de Saturno.

O primeiro e único lançamento do ônibus espacial Atlantis e o último lançamento rumo ao Telescópio Hubble foi inicialmente planejado para ser lançada em 14 de outubro de 2008, mas foi adiado após uma pane no Hubble.
No dia 27 setembro de 2008, o Science Instrument Command and Data Handling (SIC&DH) do Hubble falhou. Todos os dados científicos passam por esta unidade antes que possam ser transmitidos para a Terra. Embora tivesse uma unidade de backup, se o backup falhasse a vida útil do Hubble estaria encerrada.
O sistema “B” teve de ser acionado pela primeira vez no Hubble, deixando todo mundo apreensivo.

A missão STS-125 foi a quinta e última Missão de Serviço ao Telescópio Espacial Hubble (HST), nomeada de HST SM-04, lançada em 11 de maio de 2009, com duração de 12 dias. Foi a última vez que as duas plataformas de lançamento, a 39A e 39B, estiveram ocupadas ao mesmo tempo pelos ônibus espaciais Atlantis e Endeavour. A Atlantis foi ao espaço na plataforma 39A.
Curiosamente seria o ônibus espacial Atlantis que estava escalado para colocar o Hubble em órbita, na missão STS-61-J, programada para voar em outubro de 1986. Com a tragédia da Challenger, em 28 de janeiro de 1986, todo programa espacial da NASA ficou adiado e o Hubble só iria ao espaço em abril de 1990, num voo do ônibus espacial Discovery.
A missão STS-125 adicionou novos instrumentos ao observatório orbital e substituiu os giroscópios e as baterias que permitirão que o Hubble funcione até pelo menos até 2014.
A tripulação também instalou um dispositivo de acoplagem que permitirá ao final das operações do Hubble, o Telescópio espacial faça com auxilio de um satélite propulsor, uma desintegração em segurança, na reentrada da atmosfera, e que os detritos caiam no mar, o Hubble tem massa de 11 toneladas.
A tripulação do Atlantis instalou dois novos equipamentos no Hubble, a COS (Espectrógrafo de Origens Côsmicas) e a WFC 3 (Câmara de Campo Amplo 3).
Foram substituídas todas as baterias, os seis giroscópios, um circuito elétrico do Espectrógrafo do Hubble, um conjunto de protetores térmicos e o sistema de Unidade de Controle de Instrumentos e de Transmissão de Dados. A tripulação consertou a ACS (Câmera Avançada de Varredura) e por fim, instalou um novo dispositivo de acoplagem, na parte inferior do Hubble.
Após 5 atividades extra-veiculares, finalizado as atividades de modernização do Hubble, a tripulação do Atlantis utilizando o braço robôtico da nave soltou o Hubble no dia 19 de maio de 2009 às 12h57 UTC e iniciou o processo de retorno à Terra.
O trabalho realizado durante SM4 deixo uo telescópio totalmente funcional, e continua no ano do seu 25º aniversário.
Mas o funcionamento do Hubble tem prazo de validade: como tudo o que é eletromecânico, uma hora vai dar defeito.
Em março de 2015, pesquisadores anunciaram que as medições de auroras em torno de Ganimedes revelou que a lua tem um oceano subsuperficial. Usando Hubble para estudar o movimento de sua auroras, os pesquisadores determinaram que um grande oceano de água salgada estava ajudando a suprimir a interação entre o campo magnético de Júpiter e que de Ganimedes. O oceano é estimado em 100 km de profundidade, preso sob a 150 km crosta de gelo.

O seu sucessor, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) tem previsão de lançamento em 2018. Em comemoração ao seu aniversário de 25 anos do lançamento, porque não apreciar algumas das inúmeras fotografias capturadas pela mais alta tecnologia? Elas farão sua mente vagar!




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Re: 24 de abril de 2015 - 25 anos do lançamento do Hubble

Mensagempor Marco.sertaozinho » Sex, 24/04/2015, 16:39h

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Re: 24 de abril de 2015 - 25 anos do lançamento do Hubble

Mensagempor PauloR » Sex, 24/04/2015, 18:18h

fascinante a história...a Nasa sempre fazendo coisas a frente de seu tempo, o troço não tinha nem capacidade de computação sozinho la em cima tinha que mandar dados processados daqui....hoje isso é impensável

quero ver o que vai ser esse James Webb, vai ficar numa órbita mais longe do que a Lua, vai fazer imagens sensacionais, tem mais de 6 metros de espelho.....




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Re: 24 de abril de 2015 - 25 anos do lançamento do Hubble

Mensagempor Níkollas » Sex, 24/04/2015, 18:44h

Minha primeira postagem aqui. Saudações a todos.
Minha infância e adolescência foram temperada com muitas imagens do Hubble. Esse telescópio ficará para sempre no meu coração com suas imagens magníficas. E aguardo ansiosamente o lançamento do James Webb. Se entregar o que promete...




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Re: 24 de abril de 2015 - 25 anos do lançamento do Hubble

Mensagempor Marco.sertaozinho » Seg, 27/04/2015, 15:17h

Infográfico do Hubble:
http://infograficos.estadao.com.br/publ ... e-25-anos/

Agora esquece neste infográfico a órbita do Hubble que o cara que fez, "viajou na maionese" !
http://www.n2yo.com/satellite/?s=20580

O Hubble vai passar nos próximos dias em cima do Brasil, visível antes do amanhecer !
http://www.n2yo.com/passes/?s=20580




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Re: 24 de abril de 2015 - 25 anos do lançamento do Hubble

Mensagempor Marco.sertaozinho » Sáb, 16/05/2015, 23:18h

Vídeo com os 7 astronautas da última missão de reparo do telescópio Hubble.
https://www. -- link nao autorizado -- /NASA/videos/10153245538071772/




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Re: 24 de abril de 2015 - 25 anos do lançamento do Hubble

Mensagempor troy » Sáb, 26/09/2015, 04:54h

PauloR escreveu:
fascinante a história...a Nasa sempre fazendo coisas a frente de seu tempo, o troço não tinha nem capacidade de computação sozinho la em cima tinha que mandar dados processados daqui....hoje isso é impensável

quero ver o que vai ser esse James Webb, vai ficar numa órbita mais longe do que a Lua, vai fazer imagens sensacionais, tem mais de 6 metros de espelho.....

Concordo.

Os caras do vídeo seguinte fizeram uma ligação Do Hubble com um newtoniano,olha só:
https://youtu.be/z2UnicxC8hs
Legal,não?!

A historia é realmente fascinante.




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Re: 24 de abril de 2015 - 25 anos do lançamento do Hubble

Mensagempor troy » Dom, 09/04/2017, 15:25h

Opa!

Júpiter já era conhecido dos antigos sábios,sempre foi admirado e observado.Através dos primeiros telescópios(Galileu,7 de janeiro de 1610) foi possível visualizar o disco do planeta e suas luas(galileanas).
Em 1630 já se estudava as suas faixas,por volta de 1640s a grande mancha vermelha e trânsitos das luas foram anotados,o grande Cassini notou até mesmo uma velocidade finita da luz estudando as luas de Júpiter.A Ciência é assim mesmo,passo a passo...

Agora o HST faz sua homenagem ao grande deus dos planetas:
https://youtu.be/AnKZvAhecPQ
É isso,a astronomia é maravilhosa.




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Re: 24 de abril de 2015 - 25 anos do lançamento do Hubble

Mensagempor troy » Qui, 08/06/2017, 19:13h

A Ciência além de ser um passo a passo ainda cria caminhos.

O Hubble utilizando o chamado "efeito Einstein" amplia os métodos de pesquisa das estrelas.

Em Sobral(1919) a Relatividade Geral foi corroborada através da verificação desse efeito Einstein.

https://www.nasa.gov/feature/goddard/20 ... experiment

Opa!um camarada postou um vídeo sobre o assunto:
https://youtu.be/AGa9_u1ST3s
Bom trabalho,parabéns para esse rapaz.




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