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Peggy Whitson e Fyodor Yurchikhim entram para a história esp

Mensagempor Marco.sertaozinho » Seg, 04/09/2017, 01:30h

Na noite de sábado, 2 de setembro de 2017, no Brasil; Na manhã de domingo, 3 de setembro de 2017, no Cazaquistão, dois nomes entraram definitivamente para a exploração espacial.
A astronauta da NASA, Peggy Whitson e o cosmonauta da Roscosmos Fyodor Yurchikhin completaram as suas últimas missões espaciais.
No horário internacional de aviação e da astronáutica, o “pouso” aconteceu no dia 3 de setembro de 2017 às 00:21 horas (GMT).
A nave Soyuz MS-04 desacoplou no final da tarde de sábado da Estação Espacial Internacional (ISS), terminando a Expedition 52 e começando a Expediton 53.
Esta missão foi histórica por causa da astronauta Peggy Whitson, a mulher com mais tempo consecutivo no espaço e mais tempo no espaço e por ser a única mulher a Comandar a Estação Espacial e em duas vezes nas Expedition 16 e 51.
Nesta terceira e última missão da astronauta de 57 anos (mulher com mais idade no espaço), Peggy Whitson ficou no espaço por 289 dias consecutivos !
A astronauta Peggy Whitson ficou no espaço 665 dias em 3 missões espaciais e Fyodor Yurchikhim ficou no espaço 673 dias em 5 missões espaciais.
O recordista de tempo no espaço continua sendo Gennady Padalka com 879 dias em órbita em cinco missões espaciais.
O novato astronauta da NASA, Jack Fischer esteve no espaço nos seus primeiros 135 dias e regressou junto com os Mitos na nave Soyuz MS-04. Este também foi o tempo de Fyodor Yurchikhim ficou no espaço na sua quinta e última missão espacial.

A recordista espacial feminina deu uma entrevista para a AP news no dia 1º de setembro e deu uma boa alfinetada nos terraplanistas com a frase:
"I will miss seeing the enchantingly peaceful limb of our Earth this vntage point. Until the end of my days, my eyes will search the horizon to see that curve,”
"Eu irei perder de ver o encantador e pacífico limbo de nossa Terra deste ponto de vista. Até o final dos meus dias, meus olhos irão procurar o horizonte para ver esta curva."
Esta "Super Woman" e recordista espacial já tem o seu nome registrado na história.

A história da Super Woman: Peggy Whitson e de Fyodor Yurchikhim:
Esta incrível mulher formada em Biologia e Química e Doutora em Bioquímica, viveu no fundo do mar e atualmente está vivendo no espaço.
Peggy Whitson e Fyodor Yurchikhin são experientes viajantes espaciais e estão no seleto grupo de pessoas que ficaram mais de 500 dias no espaço. O cosmonauta realizou 5 missões espaciais (a primeira foi no ônibus espacial Atlantis - STS-112, ajudando na montagem de sua futura casa espacial, a ISS).
A astronauta realizou 3 missões espaciais, na primeira foi ao espaço no ônibus espacial Endeavour (STS-111), retornando na mesma nave na missão STS-113 após ficar os primeiros 184 dias no espaço a bordo da ISS no ano de 2002.
Em junho de 2003, Peggy Whitson serviu como Comandante da missão NEEMO 5 a bordo do laboratório submarino Aquarius, que vive e trabalha debaixo da água. Peggy viveu no fundo do mar por catorze dias.
Peggy Whitson retornou ao espaço em 10 de outubro de 2007, para se tornar a primeira Comandante mulher da Estação Espacial Internacional (ISS) nesta época a bandeira do Brasil ainda aparecia como um membro de participação na ISS.
Por poucos dias, Peggy Whitson e Fyodor Yurchikhin ficaram juntos no espaço pela primeira vez. O cosmonauta retornou do espaço no dia 21 de outubro de 2007, terminando a Expedition 15, onde ainda aparecia a Bandeira do Brasil na ISS.
A partir da Expedition 16 que Peggy Whitson comandou, a bandeira no Brasil não aparece mais na ISS. O Brasil infelizmente foi expulso pela NASA por não cumprir os prazos e metas no acordo internacional. Uma parte desta triste história espacial está escrita no livro Missão Cumprida do astronauta brasileiro Marcos Pontes.
A astronauta da NASA foi ao espaço pela terceira vez no dia 17 novembro de 2016, na nave Soyuz MS-03. Com a astronauta norte-americana foram ao espaço o cosmonauta russo Oleg Novitskiy e o astronauta francês Thomas Pesquet, representando a European Space Agency (ESA), os dois homens já retornaram do espaço.
Na conferência de imprensa antes do lançamento, Peggy Whitson disse que enquanto ela estiver no espaço vai perder seus amigos e família (Seu marido, o bioquímico Clarence Sams também trabalha na NASA). A astronauta sequer sabia que iria ficar mais alguns meses no espaço.
A astronauta disse que provavelmente o maior desafio é a falta de variedade de alimentos espaço. Em tom de brincadeira seu colega astronauta francês assegurou.
"Haverá comida francesa desta vez".
Ela e seus colegas de tripulação desfrutaram de pratos feitos por grandes chefs franceses que foram ao espaço. Pesquet disse brincando na coletiva de imprensa que iria preparar a festa do Ano Novo Espacial.
"Cara Peggy, você é uma mulher tão valente que ganhou os corações de todos os residentes em Baikonur", disse o administrador da cidade Anatoly Petrenko durante uma cerimônia de antes do lançamento. "Eu admiro você. Tudo de bom no lançamento."
O lançamento desta missão foi histórico, pois foi completa a 50º tripulação de Expedition (Pessoas que ficam no espaço por longo período) a bordo da ISS e Peggy Whitson se tornava a mulher com mais idade a ir ao espaço, com 56 anos de idade.
Ela bateu o recorde estabelecido pela sua colega norte-americana, Barbara Morgan, que foi ao espaço com 55 anos de idade na missão STS-118 na nave Endeavour.
A astronauta não quebrou o recorde do ser humano com mais idade a ir para o espaço.
Este recorde pertence ao herói espacial, John Glenn, que foi ao espaço pela segunda vez com 77 anos de idade a bordo do ônibus espacial Discovery na missão STS-95 em 1998, retornando ao espaço depois de 36 anos.
Com o lançamento da nave Soyuz MS-03 rumo a Estação Espacial Internacional (ISS), oito pessoas estavam no espaço (1 mulher). Dois astronautas chineses (taikonautas) estavam a bordo da nave espacial Tiangong-2 (Palácio Celestial-2) orbitando a Terra naquele momento.
Novamente a Estação Espacial Internacional (ISS) estava ocupada com uma mulher. Ela se tornou a primeira mulher a comandar a Estação Espacial Internacional (ISS) duas vezes, comandando a Expedition 16 e a Expedition 51 a partir de 10 de abril até 2 de junho de 2017. Até hoje, somente 60 mulheres foram ao espaço.
O seu retorno para a Terra estava previsto para 2 de junho de 2017 na nave Soyuz MS-03, a mesma nave que a levou até a Estação Espacial Internacional (ISS) mas foi adiado para 3 de setembro de 2017, com isto, a veterana espacial começou a bater outros recordes espaciais e entrando definitivamente para a História Espacial.
A NASA divulgou no dia 5 de abril de 2017 que a astronauta da NASA, Peggy Whitson iria estender a sua missão espacial em mais três meses.
A NASA e a agência espacial russa Roscosmos assinaram um acordo para estender a permanência de Peggy Whitson na Estação Espacial Internacional até a Expedição 52.
No dia 24 de abril de 2017, a astronauta bioquímica quebrou o recorde do astronauta norte-americano Jeff Williams que acumulava 534 dias cumulativos no espaço. Jeff Williams é conhecido dos brasileiros, ele foi um dos astronautas que foi ao espaço junto com o brasileiro Marcos Pontes em 29 de março de 2006, o outro foi o russo Pavel Vinogradov.
Peggy Whitson a partir deste momento se tornava a norte-americana com mais tempo no espaço em 3 missões espaciais. O recorde de permanência continua de um norte-americano no espaço continua sendo de Scott Kelly com 340 dias consecutivos no espaço.
Ela quebrou o recorde de mais tempo no consecutivo espaço para uma mulher que era de Samantha Cristoforetti, que voltou do espaço em 11 de junho de 2015, depois passar 199 dias em órbita na ISS nas Expedition 42 e 43. Dias depois a astronauta completou 600 dias no espaço.
Ela tem no seu relatório o recorde feminino de 10 caminhadas espaciais, totalizando 60 horas e 21 minutos fora da nave, só perdendo em tempo para Michael Lopez-Alegria e Anatoly Solovyev com 82 horas fora da nave espacial e com 16 caminhadas espaciais.
Uma destas caminhadas espaciais foi a histórica 200º Caminhada Espacial de montagem e manutenção da International Space Station (ISS) junto com o compatriota Jack Fischer.
Em vez de retornar à Terra com seus companheiros de tripulação da Expedition 51, o russo Oleg Novitsky da Roscosmos e o francês Thomas Pesquet da Agência Espacial Europeia (ESA), como planejado originalmente, a astronauta Peggy Whitson agora iria voltar para a Terra com Jack Fischer da NASA e Fyodor Yurchikhin da Roscosmos no domingo, 3 de setembro de 2017.
Ao voltar do espaço, a astronauta da NASA acumulou 665 dias no espaço e 289 Dias Consecutivos no espaço, sendo um recorde feminino que somente deverá ser quebrado com uma viagem do ser humano para o planeta Marte.
No momento da desacoplagem da nave Soyuz MS-04, a Expedição 53 irá começar, com o Comando de Randy Bresnik. Juntamente com os seus companheiros espaciais Sergey Ryazanskiy de Roscosmos e Paolo Nespoli da ESA (Agência Espacial Europeia). A tripulação de três pessoas irá operar a Estação espacial Internacional até a chegada de três novos membros de tripulação, que serão os astronautas Mark T. Vande Hei e Joseph Acaba da NASA e Alexander Misurkin da Roscosmos. Eles estão programados para serem lançados ao espaço no dia 12 de setembro de 2017 de Baikonur, no Cazaquistão.
O pouso de Peggy Whitson, Fyodor Yurchikhin e Jack Fischer está previsto para acontecer no Cazaquistão no dia 3 de setembro no horário do pouso. Por causa dos impactos do Furacão Harvey que atingiu o Texas, Houston e a NASA, a agência espacial norte-americana está revendo os planos do seu retorno para Houston e das amostras científicas que estarão na nave espacial Soyuz MS-04.
Enquanto vivia e trabalhava a bordo da Estação Espacial Internacional, a equipe da Expedition 52 realizou centenas de experiências em biologia, biotecnologia, ciência física e ciência da Terra a bordo do único laboratório em órbita da humanidade.
Para passar o tempo no espaço, Peggy ajudava no cultivo de alface espacial.
No momento Peggy Whitson estava no espaço, em 16 de janeiro de 2017, foi lançado da Estação Espacial Internacional (ISS) o Picosatélite desenvolvido por estudantes brasileiros, o Tancredo-1.
Quando ficou sabendo que iria ficar mais um tempinho no espaço, Peggy Whitson escreveu nas redes sociais: "Esta é uma ótima notícia", disse Whitson. "Eu amo estar aqui em cima. Viver e trabalhar a bordo da Estação Espacial é onde eu sinto que eu faço a maior contribuição, por isso estou constantemente tentando espremer cada gota fora do meu tempo aqui. Ter mais três meses para espremê-lo é exatamente o que eu desejaria. "
Este arranjo da tripulação é por causa do lançamento da nave Soyuz com um assento deixado vazio pela decisão da Roscosmos em reduzir temporariamente seu complemento da tripulação para dois cosmonautas visando reduzir os “custos espaciais”.
Antes de ir para o espaço em novembro de 2016, Peggy escreveu nas redes sociais: Minha mãe era uma Professora que amava o espaço e meu pai era Engenheiro", Whitson também twittou. "Eu acabei combinando ambos.
Nascido em Iowa e criada em uma fazenda (como o ficcional Comandante James T. Kirk da série Star Trek), Peggy Annette Whitson se formou em Biologia e Química no Iowa Wesleyan College em 1981.
Conquistou o Ph.D. (Doutora) em Bioquímica pela Rice University, em Houston em 1985.
Ela trabalhou para a NASA nas áreas de pesquisa médica e biológica e foi professora em várias universidades no Texas.
Peggy Whitson tornou-se uma candidata a astronauta em maio de 1996, na turma NASA-16. Nesta mesma turma de formandos de notáveis astronautas estavam Jeff Williams e os gêmeos Mark Kell e Scott Kelly.
A “Super Woman” Peggy Annette Whitson é uma das poucas pessoas a viver no mar e no espaço.
Parabéns aos Novos Heróis Espaciais !

Mais informações e vídeos na página do Facebook: Estação Espacial Internacional - International Space Station - ISS




Os astrônomos são iguais aos vampiros - adoram a escuridão, odeiam a claridade, curtem luz vermelha, gostam de carne e não temem o frio noturno

http://www.panoramio.com/user/3227857

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